Analecto

3 de janeiro de 2014

Linux Mint Debian Edition 64-bit Cinnamon Edition.

Eu percebi uma coisa: eu não conseguiria passar dez minutos ao lado do meu eu adolescente sem me sentir incomodado; eu falava muito mesmo de religião, mesmo em situações onde isso não cabia. Além do mais, muitas coisas que eu costumava pensar não mais fazem parte do meu sistema atual, então resolvi marcar as opiniões que eu descartei com a palavra-chave “adolescência”. Se você ver essa palavra-chave numa entrada aqui, saiba que já não penso mais da forma como a entrada descreve.

Hoje baixei o Linux Mint e resolvi que mudarei de sistema uma vez por ano, para não ficar muito tempo parado. No dia trinta e um de dezembro de cada ano, dou uma olhada no Distrowatch pra saber qual distribuição é mais popular e então a “testo” por um ano. Hoje não resisti à tentação e brinquei um pouco com o Mint na live session. É muito rápido e suave. Eu achei que Ubuntu era rápido, mas Mint vai muito mais além, especialmente porque estou usando a Debian Edition. Isso mesmo, a versão rolling-release. A principal razão pela qual eu optei pela Debian Edition foi o fato de que eu não preciso reinstalar o sistema a cada semestre porque a versão perderá o suporte; rolling-release é suportado até o projeto morrer. Eu não preciso esperar o novo lançamento da distribuição para obter as versões mais recentes dos programas que eu uso; as versões mais novas são constantemente enviadas. Bom, quase, já que o repositório do Linux Mint Debian Edition só é clonado do Debian Testing uma vez por mês, para que os desenvolvedores tenham tempo de testar tudo. Outra razão é que a versão padrão do Mint é baseada em Ubuntu, o que não é exatamente ruim, mas, no meu caso, é melhor eu evitar; os problemas de lentidão que experimento são muito específicos e podem ter sido herdados pela versão mais recente, Petra.

Mas me foi avisado que o Debian Edition não é tão fácil como o Petra. E de fato as primeiras atualizações quebraram o sistema. Mas isso é fácil de resolver. Se você ficou preso fora da sua conta de usuário porque o Cinnamon não quer mais iniciar depois das atualizações, faça o seguinte:

  1. Na tela em que você digita nome de usuário e senha, aperte Ctrl+Alt+F1 (isso te levará ao tty1, que é uma shell não-gráfica).
  2. Entre nome de usuário e, em seguida, senha do administrador.
  3. Digite sudo apt-get update, acerte enter e digite a senha (se necessário), em seguida enter.
  4. Digite sudo apt-get -f install, acerte enter e digite a senha (se necessário), em seguida enter (isso instalará as dependências faltantes).
  5. As atualizações provavelmente abortaram e não instalaram completamente antes do problema ocorrer, então conserte isso com sudo apt-get upgrade (acerte enter e digite a senha se necessário, em seguida enter).
  6. Finalize com sudo apt-get dist-upgrade, acerte enter e digite a senha (se necessário), em seguida enter.
  7. Limpe o sistema com sudo apt-get clean, sudo apt-get autoclean, sudo apt-get autoremove, que funcionam da mesma forma que as palavras mágicas supracitadas.
  8. sudo reboot.

Eu quebrei o sistema hoje quando ignorei o aviso de que o Linux Mint Debian Edition não é compatível com programas de Ubuntu. A instalação do Xdiagnose removeu um pacote chamado sysvinit, o que me trancou fora do sistema. Tive que formatar. Então, não instale programas para Ubuntu no LMDE, embora seja seguro instalar programas de Debian.

19 de outubro de 2012

Preparação para a prova de psicologia.

Filed under: Livros, Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yurinho @ 00:09

Neopets – Busca das Chaves.

Além da apresentação que tenho de fazer em novembro, tenho também de me preparar para uma prova. A professora passou, contudo, vinte questões para ajudar-nos na preparação. É um tipo bem básico de revisão.

Aqui estão as questões que sei a resposta na ponta da língua. Eu colocaria todas e pesquisaria suas respostas só para pô-las aqui, mas está tarde.

  1. Descreva o processo de entrada do adolescente no mundo adulto. Me dói falar nessas coisas… De acordo com o texto Adolescência Normal, de algum teórico do desenvolvimento, é um momento de renúncia completa à infância em que o adolescente perde três coisas que faziam parte de sua vida, perdendo assim seu norte. Não é um momento fácil e representa o total rompimento do filho com seus pais, um processo que está em andamento desde o nascimento.
  2. Apresente as fases de desenvolvimento segundo a teoria psicanalítica. A primeira é a fase oral, em que maior parte do prazer do indivíduo vem da boca. É um truque evolutivo, pois essa é a fase em que a nutrição é a maior das prioridades e relacionar nutrição e prazer, normalmente de natureza erótica, é uma dupla garantia de que o indivíduo não morrerá de fome. Talvez morra engasgado, contudo… A segunda é a fase anal, divida em dois momentos: expulsivo e retentivo. Na fase anal expulsiva, o indivíduo experimenta prazer em liberar as fezes, enquanto que, na fase retentiva, o prazer está em controlá-las. É a fase em que o indivíduo descobre que pode não apenas interagir com o mundo a sua volta, mas também manipulá-lo e manipular a si mesmo, controlando processos que antes pareciam completamente acidentais. A terceira fase é a fase fálica. Alguns teóricos estipulam um período de transição entre a fase anal e a fálica denominado fase uretral, em que o indivíduo percebe que aquilo que ele pode fazer com as fezes, isto é, exercer controle também pode ser feito sobre a urina, deslocando um pouco seu interesse para os órgãos genitais, iniciando a fase fálica. Na fase fálica, o indivíduo descobre seus órgãos genitais e o prazer que eles proveem. A masturbação primária, como simples mecanismo de alívio do tédio, ocorre nessa fase, assim como a curiosidade de saber as diferenças entre meninos e meninas. Nas meninas, a fase fálica manifesta-se como uma curiosidade sobre os órgãos genitais masculinos e uma inveja do pênis (giro…). Depois vem o período de latência, onde esses focos de prazer perdem a força frente à outras distrações. Por último, a fase genital, em que o foco do prazer é o próximo e como um todo, não apenas como uma parte (boca ou órgãos genitais). A fase genital normalmente coincide com a puberdade.
  3. Descreva o id, o ego e o superego e seus modos de funcionamento. O id é o reservatório de energia psíquica, um animal com desejos que mais quer é comer, dormir e fazer sexo, ou quase isso. Trata-se da fonte de nossos impulsos, dos mais básicos aos mais sofisticados. Está longe de nosso controle completo e, no final das contas, é ele que dita as regras da nossa vida. O ego sou eu, o estranho que tornou-se dono do tal animal e tem que adestrá-lo. Como eu não controlo que vontade eu tenho, quando eu tenho e em que intensidade, tudo o que posso fazer para viver com o id é gerenciá-lo. Observe que gerenciar não é o mesmo que destruir ou suprimir. Controlar o id significa procurar hora e lugar para a satisfação desses desejos, saciá-los realisticamente (o ego funciona sobre o princípio da realidade ao passo que o id funciona sobre o princípio do prazer). O superego é o outro, um livro de regras, um manual de adestramento para o id. É a introjeção da lei, nossa consciência, nosso senso de certo e errado e que nos pune com a culpa sempre que infringimos suas regras. Por exemplo… preciso ir ao banheiro (amo este exemplo). Eu poderia simplesmente sair da sala de aula e ir, se eu agisse de acordo com o id. Eu poderia ficar porque eu poderia parte importante da aula, se eu agisse de acordo com o superego. Ceder a um lado, me geraria prazer e culpa; ceder ao outro lado me traria benefício e desconforto. O ego tem o papel de ler o manual (superego) e adestrar o animal (id) com os métodos que são viáveis; é impossível agir sempre nas leis do superego. O ego então tem que se desdobrar para satisfazer o id sem ferir a lei do superego ou transgredi-la o mínimo possível.
  4. Quais os lutos que precisam ser elaborados pelo adolescente? O luto pela personalidade infantil (aceitar que não é mais criança e deixar de agir como tal), o luto pelo corpo infantil (aceitar que as mudanças em seu corpo estão fora do seu controle e que você perderá o corpo com o qual você estava adaptado) e o luto pelas relações infantis (aceitar que as pessoas lhe tratarão diferente de agora em diante). Mas há controvérsias.
  5. Descreva os marcadores biológicos da puberdade. Eca… Nos homens: crescimento de pelos, mudança da voz, aumento do tamanho e do peso, produção de esperma. Nas meninas: crescimento de pelos, desenvolvimento dos seios, menstruação, aumento do tamanho e do peso.
  6. Adolescência e puberdade são universais? Justifique. Puberdade é universal; infelizmente, não permanecemos crianças pela vida toda. Nosso corpo muda e a puberdade é esse período de mudanças. Adolescência, contudo, não é universal, dado que a adolescência é um período puramente cronológico que varia de cultura para cultura, ao passo que existem culturas que não têm a adolescência na sua grade cronológica de desenvolvimento (só infância e idade adulta), dando à criança tarefas e tratos de adulto assim que ele atinge certa idade ou dado certo acontecimento. Nessas culturas, não há um período de transição entre infância e idade adulta, não há um período de preparação em que a criança aprende o necessário à vida adulta. Não que isso impeça seu corpo de mudar, óbvio.
  7. O que é a zona de desenvolvimento proximal na teoria de Vygotsky? É a diferença entre desenvolvimento efetivo (aquilo que o indivíduo pode fazer sozinho) e o desenvolvimento potencial (aquilo que o indivíduo pode fazer se tiver ajuda).
  8. Fale sobre a psicologia como ciência, objeto de estudo e métodos. A psicologia estuda a mente, isto é, a influência que os pensamentos e sentimentos podem ter sobre o corpo e seu funcionamento, além do comportamento humano. Seus métodos são o diálogo e a observação.

Eu sei mais respostas, mas estou com muito sono mesmo e tenho que acordar às cinco.

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