Analecto

30 de junho de 2013

Pra quem gosta de esconder a cauda.

Privacy :: Collections :: Add-ons for Firefox.

Depois que a Abine se juntou com a Mozilla numa ruma de protestos, uma lista de extensões que melhoram a privacidade do usuário do Firefox ficou disponível. É bom saber que existe, pelo menos, para quando você resolver mostrar o dedo do meio para as tentativas de invasão arbitrária de dados que deveriam ser pessoais. Todos são gratuitos.

O Tor Browser ainda é minha aplicação favorita quando o assunto é privacidade, mas caso usá-lo não seja possível… aqui tem uma lista de extensões que podem tornar seu navegador um excelente amigo na hora de fugir da polícia.

  • Adblock Plus não é só útil pra quem gosta de esconder a cauda; ele é útil pra qualquer um que, como eu, detesta anúncios.
  • Noscript Security Suite é o que diz no título: uma gama de técnicas de segurança que consertam as falhas que tornam o Firefox inseguro.
  • Duckduckgo Plus muda o servidor de pesquisa para Duckduckgo, um motor de busca semelhante ao Google, mas que não grava seu endereço de protocolo.
  • Blur bloqueia tentativas de rastreamento oriundas de até seiscentas empresas, além de permitir que você registre-se em sítios usando e-mails descartáveis (falsos!).
  • Ghostery detecta tentativas de rastreamento e as bloqueia.
  • WOT – Web of Trust é uma coleção de opiniões de outros usuários que fazem propaganda boca a boca dos sítios que visitam. Assim, você sabe em que sítios confiar baseando-se na opinião de outras pessoas que já os usaram.
  • Betterprivacy bloqueia cookies especiais que ainda não são de conhecimento popular (que, entre outras coisas, nunca expiram, ficando no navegador por tempo indefinido).
  • Foxyproxy Standard é como o Foxyproxy Basic, só que com mais opções.
  • Self-Destructing Cookies elimina cookies imediatamente após a janela ou aba que os usa ser fechada.
  • Collusion mostra quem está lhe rastreando, dando-lhe uma ideia do local para onde suas informações vão após coletadas.
  • Cleanlinks limpa links de redirecionamento. Exemplo: quando você clica num link para um determinado site e ele lhe redireciona para outra página antes que você possa ir para a página que você requisitou, você é forçado a ver outra página antes. Esta extensão limpa os links de redirecionamento para que você possa ir direto aonde quer.
  • Private Tab adiciona as funções de navegação privativa do Firefox à uma aba, ao invés de uma janela anônima.
  • Clear Console limpa dados de navegação com um clique (cachê, cookies, estoque do HTML5…).
  • Facebook Disconnect bloqueia tentativas de rastreamento por parte do Facebook.
  • Beef Taco (Targeted Advertising Cookie Opt-Out) põe em seu navegador cookies que dizem à empresas de anúncios que você não quer ser rastreado. Mais de cem levam o pedido em consideração.
  • Bloody Vikings facilita a criação de e-mail descartável (quando você quer usar um e-mail só pra ativar uma conta, um e-mail descartável como 10minutemail.com pode ser criado com essa função específica, daí o e-mail é fechado dez minutos depois, tempo o bastante para ativar uma conta).

Você não deve adquirir todos porque alguns entram em conflito um com outro, além de que há mais de uma extensão para a mesma função. Escolha sabiamente.

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Melancólico-sanguíneo.

Ontem revi um tema que nunca deixou de me interessar: a teoria dos quatro temperamentos. Se você pesquisar pela tal teoria na Internet, você provavelmente achará uma vasta quantidade de textos cristãos. Acontece que a teoria foi retomada por pastores, então isso nada mais é que normal. Na verdade, eu entrei em contato com a tal teoria mediante o livro Temperamentos Transformados, de Tim LaHaye, um psicólogo protestante (se é que se pode chamá-lo de psicólogo ou de protestante), aos treze anos, antes mesmo de eu virar o cristão fundamentalista que fui até 2011.

Aos treze anos, eu era um adolescente super feliz e de bem com a vida. Fiz o teste e deu sanguíneo-fleumático. Tudo bem. Aos catorze anos, entrei em depressão profunda por um ano. Isso mudou meu humor permanentemente. Se você tivesse me conhecido antes da depressão, seria incapaz de dizer que eu iria me tornar o que agora sou. Foi um divisor de águas na minha vida, uma dolorosa transformação que, pelo menos pra mim, me deixou melhor. Tirando, claro, todo o sofrimento que tive de passar por causa do tratamento. Acho que tive todas as crises da adolescência de uma só vez, porque não mais senti nenhum grande tormento após aquele ano. O ano seguinte foi de recuperação e pude finalmente abandonar as idas ao consultório psiquiátrico aos dezesseis anos. Mas todo aquele tempo me tirou a atenção de mim mesmo, fazendo-me perceber o mundo ao redor de mim. E o mundo é horrível. Não é pra menos que virei fundamentalista.

Fiz o teste novamente. Melancólico-sanguíneo (o que, para muitos que acreditam nessa ciência falsa, é impossível). Se eu faço o teste agora, o resultado ou é melancólico-sanguíneo ou melancólico-fleumático. Não quer dizer que sou triste; você teria de entender a teoria pra saber o que melancólico engloba.

The melancholic temperament is fundamentally introverted and is given to thought. Melancholic people are often perceived as very (or overly) pondering and are both considerate and very cautious. They are organized and schedule oriented, often planning extensively. Melancholics can be highly creative in activities such as poetry, art, and invention  – and are sensitive to others. Because of this sensitivity and their thoughtfulness they can become preoccupied with the tragedy and cruelty in the world and are susceptible to depression and moodiness. Often they are perfectionists. Their desire for perfection often results in a high degree of personal excellence but also causes them to be highly conscientious and difficult to relate to because others often cannot please them. They are self-reliant and independent, preferring to do things themselves to meet their standards. One negative part of being a melancholic is that they can get so involved in what they are doing they forget to think of other issues. Their caution enables them to prevent problems that the more impulsive sanguine runs into, but can also cause them to procrastinate and remain in the planning stage of a project for very long periods. Melancholics prefer to avoid much attention and prefer to remain in the background; they do, however, desire recognition for their many works of creativity.[12] They have been called “task-oriented introverts.”[citation needed]

Four Temperaments, Wikipédia.

Claro que é uma teoria interessante, curiosa e divertida com a qual amo colaborar na hora de escrever ficção. Mas é bastante ultrapassada e não deve ser levada tão a sério a ponto de ditar seus relacionamentos. Na verdade, é complicado brincar com testes de personalidade porque, no final das contas, os testes te oferecem um rótulo que você acaba ostentando. Os testes são bons pontos de partida para o auto conhecimento, mas não substituem a reflexão sobre si próprio, que não é algo explícito em revistas ou livros. A teoria dos quatro temperamentos, contudo, admite que temos características dos quatro temperamentos, mas que dois deles se destacam mais e, desses dois, um é principal e o outro é secundário. Não é que você só tenha características desses dois temperamentos, mas, como esses são os mais gritantes, você talvez deva começar sua jornada pelo auto conhecimento por estes e pode até espalhar por aí que você é, digamos, melancólico-sanguíneo. Ou seja, não é algo reducionista, como querem aqueles que tentam reduzir a sexualidade a heterossexual, homossexual, bissexual e assexual. Isso é muito… medíocre. Eu, por exemplo, resolvi parar de procurar por um rótulo pra minha sexualidade; sei do que gosto, não preciso de um nome pra isso. Nenhum desses rótulos se aplica 100% a mim.

6 de junho de 2013

Turrican do Atari ST.

Minha busca por um bom livro não está nem perto do fim, infelizmente. Tudo o que tenho lido recentemente foram as revistas. Inclusive a última que li foi bastante interessante: Crise na Educação e na Família. Foi bem legal logo no começo, quando rolou uma entrevista com Edgar Morin. Gosto da ideia de escrever como ele, isto é, por meio de diários. Na aula de história do ensino fundamental, lembro da professora falando que escrever diários é importante para que as gerações futuras saibam como você agia e pensava. Também é uma ótima saída para quem não gosta muito do formato ABNT de escrever as coisas, prefere palavras mais cotidianas para expressar sua forma de pensar, acha importante dialogar com a ação (ao invés de escrever teorias apenas) e que acha interessante inserir uma vivência como ponto de partida de uma reflexão. Bem a minha cara, já que faço isso desde 2009 aqui.

Desde ontem tento criar arquivos vorbis a partir de arquivos .sndh, logo, a primeira versão de Turrican do Atari ST em fluxo sonoro. Teoricamente, é fácil, mas, na prática, é chato e complicado. É necessário um emulador de som do Atari ST como o Micro ST ou Audio Overload, o Wine se necessário (Micro ST é um programa de Windows e a versão Linux do Audio Overload não funciona em todos os sistemas baseados em Linux, no caso, os sistemas cujo driver de som padrão é o Pulseaudio), o Controle de Volume do Pulseaudio e o Audacity. Você não está para converter os arquivos de forma direta, mas colocar o emulador de som para executar a música enquanto o Audacity grava os sons que computador executa. Passo-a-passo:

  1. Instale o wine, pavucontrol e audacity através da Central de Programas do Ubuntu.
  2. Execute o Audacity e o Controle de Volume do Pulseaudio.
  3. Ponha o Audacity para gravar e, em seguida, cheque a aba Gravando no Controle de Volume.
  4. Mude o valor Áudio Interno Estéreo Analógico para Monitor de Áudio Interno Estéreo Analógico e mande o Audacity parar de gravar.
  5. Baixe e, se necessário, instale um emulador de arquivos .sndh e o execute.
  6. Mande o Audacity gravar e toque uma música enquanto o Audacity grava e encerre a gravação quando a música der umas duas voltas ou acabar.
  7. Exporte a música que o Audacity gravou em um formato de fluxo (.mp3, .ogg…).

Refaça os passos 6 e 7 para cada música que você quiser “converter” nessa gambiarra. Fácil, certo? Em teoria, sim. Mas o único emulador de .sndh pré-compilado para Linux não funciona em Ubuntu. Ou seja, preciso do Wine, que não é perfeito, para executar um emulador de .sndh para Windows. É muito delicado… e o som saiu com uns chiados entre uma batida e outra. Fora que é um trabalho gigantesco.

Achei na Central de Programas uma tal Ubuntistas Magazine. Pensei “oba, algo em português”. Nada, tá tudo em Grego. Surpreendente, eu estava certo de que era português, julgando pelo nome…

Fora isso, instalei pidgin-skype.

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