Analecto

28 de junho de 2019

Ten years.

Filed under: Computadores e Internet, Passatempos — Tags:, , — Yure @ 07:56

It’s been a decade since I created this site, back when Windows Live Spaces was a thing. After a few years posting, since I was sixteen, Microsoft decided to close Spaces and migrate all blogs to WordPress. I wish I had something deep to say or something, but I really do not have it. Other than these days I’ve been thinking of deleting the site to migrate its content elsewhere. I think it would be laborious and maybe I would lose the progress that I have made so far.

I do not like to make announcements because then I go back on my word or I feel overwhelmed in trying to meet expectations and neither thing pleases me. Despite this, I want to write personal things here again. Maybe offer political comment since it’s been three years since I started to get interested in politics, and the only thing I wrote about it was an article using Rousseau’s The Social Contract to trash talk Temers government. Now that Glenn is showing how Operation Lava-Jato was a farce, insofar as judge Sérgio Moro instrumentalized the Public Prosecutor’s Office to convict Lula without evidence, two things that are not lawful, maybe this is a great time to start talking of the subject.

So I guess I do not have much else to add. It’s my tenth year writing stuff on this site. I expected it to attract negative attention from a lot of people after I started to study certain subjects, which could culminate in a doctoral thesis at some point (in fact, that text that I promised is still being written and has already reached the mark of a hundred pages). Instead, I got to know others, including researchers, who sympathize with my opinions. Not that they read my annotations on books and papers that I read. Also, I found out that those notes I make are difficult to read. Despite this, I have also been told that there are people using such notes to study for exams.

Well… I guess that’s all. A decade of blogging.

24 de junho de 2019

Isonomia previdenciária?

Filed under: Notícias e política, Saúde e bem-estar — Tags:, — Yure @ 14:01

Eu já falei uma vez que a igualdade entre os sexos, ao menos em questões isonômicas, pode ser resolvido alterando o texto das leis, excluindo os termos “homem” e “mulher” e substituindo-os por “brasileiro”, “cidadão”, “pessoa” ou qualquer termo que implique inclusão de ambos os sexos. Assim, não haveria direito que a mulher tivesse que o homem também não tivesse. Isso não é tão difícil: a Constituição Federal diz que as leis são pra ambos os sexos, mas nos termos da própria Constituição. Isso quer dizer que somente a Constituição pode fazer diferença entre homem e mulher e ela o faz, principalmente, em duas áreas: alistamento militar obrigatório em tempos de paz e regras previdenciárias. Assim, em tese, qualquer outra distinção legal entre os sexos seria questionável, a menos que houvesse uma lei equivalente para cada sexo ou que o tratamento diferente fosse justificável. Um artigo muito interessante sobre igualdade pode ser encontrado no Jus.com.br.

Então, eu estou tentando ampliar a gama de sítios que eu leio na Internet e resolvi ler um texto sobre a idade mínima de aposentadoria para homens. Enquanto que argumentar contra leis desiguais infraconstitucionais pode dar resultado se você for do ramo jurídico, e esse não é o meu caso, como alguém poderia argumentar contra a idade mínima de aposentadoria pro homem, que é cinco anos maior que a da mulher? No artigo do Jus.com.br, lemos a definição de igualdade utilizada por Aristóteles: se duas pessoas são desiguais, você deve compensar a fraqueza de uma para que ela fique no mesmo nível que a outra. Por exemplo: dois caras querem espiar por cima dum muro, mas um deles é anão e o outro é gigante. Eu não vou dar aos dois uma escada de mesmo tamanho, mas uma escada maior pro anão. Muito bem, então.

Peguemos esse negócio do Aristóteles e o apliquemos à previdência. Faz sentido um cara se aposentar tarde se ele não terá muito tempo de vida depois de se aposentar? Pergunto porque, em média, homens vivem menos tempo que mulheres. E esse é o ponto do artigo que eu li antesse aposentando mais tarde, com uma expectativa de vida menor, o homem aproveita, em média, metade do tempo de aposentadoria da mulher. Isso deveria justificar que a idade mínima para a aposentadoria fosse menor pro homem. Esse é um argumento interessante.

Que fique registrado que eu não gosto da reforma da previdência como ela está atualmente, mas, se precisarmos mesmo de uma reforma, ela deve ser, ao mesmo tempo, feita de um jeito que não ferre os pobres e de um jeito que não ferre os homens, como tem feito até agora. Esse argumento da proporção entre tempo de vida e idade mínima de aposentadoria deveria ser empregado mais vezes, em vez do já gasto “estes são tempos de igualdade”. O tratamento desigual deve ser justificado e a desigualdade das regras previdenciárias não é justificável, na minha modesta opinião.

O que aprendi lendo “Antieméticos na Gastroenterite Aguda em Crianças e Adolescentes”.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, — Yure @ 14:01

“Antieméticos na Gastroenterite Aguda em Crianças e Adolescentes” foi escrito por Bruno Sanches, João Franco, Paulo Calhau e Ricardo M. Fernandes. Abaixo, o que aprendi lendo esse texto.

Antieméticos e reidratação.

Em países desenvolvidos, a gastroenterite aguda não é um problema grande, já que é tratável. Essa doença, porém, causa vômitos, o que impede a reidratação do sujeito. Não há consenso sobre o uso de antieméticos no tratamento desse problema, porque os efeitos colaterais podem não ser compensados pelo benefício prestado. Por exemplo: se você for usar um desses medicamentos anciãos, como a metoclopramida, pode ser que você tenha uma reação extrapiramidal, o que é muito desagradável. Se for necessário que o paciente pare de vomitar pra que possa se reidratar, um antagonista do receptor de serotonina é mais seguro. Se o paciente puder se reidratar oralmente, a necessidade de tomar soro na veia é menor.

Por via de meta-análise (revisão de sete estudos), foram examinados dados relativos a 1020 sujeitos entre cinco e doze anos que deram entrada no sistema de urgência com quadro de gastroenterite aguda. Dos estudos analisados, quatro comparam a eficácia de um antagonista do receptor de serotonina com um placebo, em dose única (três estudos) e em dose múltipla (um estudo). Outros dois estudos comparam esse antagonista do receptor de serotonina com a metoclopramida, com um placebo e com a dexametasona. O último comparou um placebo e uma dose de dimenidrinato… que não foi tomado pela boca.

O grupo dos que tomaram antagonistas do receptor de serotonina teve menos sujeitos que ficaram internados, mas só no dia em que deram entrada, com alguns tendo que voltar ao médico até três dias depois. No entanto, esse grupo precisou menos de soro na veia. Também nesse grupo, boa parte deles parou de vomitar em três dias. Oito horas após tomar o remédio, o sujeito já podia tomar água sem vomitá-la, mas precisaria de uma nova dose no dia seguinte. Os que tomaram o remédio vomitaram menos vezes que os que não tomaram. No entanto, observou-se que os sujeitos que tomaram tiveram também diarreia. Já os que tomaram dimenidrinato, o efeito colateral observado foi sedação (que ocorreu com frequência de 21%).

Resumindo: tomar um antagonista do receptor de serotonina pode ajudar a parar o vômito, permitindo que o sujeito se reidrate em casa, mas isso não garante que ele não terá que voltar ao consultório. Como os estudos revistos tinham altos riscos de viés e alguns dados importantes faltando, esta meta-análise não é conclusiva.

23 de junho de 2019

O que aprendi lendo “Antieméticos em Oncologia”.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, — Yure @ 13:09

“Antieméticos em Oncologia” foi escrito por José Zago Aleixo e Sabina Bandeira Aleixo. Abaixo, o que aprendi lendo esse texto.

Tratamento oncológico e tratamento antiemético.

Tratar câncer com quimioterapia provoca náusea e vômito. Antieméticos são necessários para o controle desse efeito colateral tão frequente e tão intenso. Na verdade, intenso o bastante pra afetar o estado nutricional de pacientes na quimioterapia. Até que não tem medo de vomitar pode temer os vômitos causados pela quimioterapia: o tratamento com cisplatina causa vômito agudo e tardio, cada um tendo que ser controlado por uma substância diferente (no primeiro caso, antagonistas do receptor de 5-HT3 e, no segundo caso, antagonistas do receptor de NK1). A radioterapia também causa esse efeito colateral: irradiação do corpo inteiro provoca vômitos 90% das vezes.

Então, tratamento contra câncer implica terapia antiemética, não obstante o método de tratamento, porque ambos os métodos provocam vômitos. Por outro lado, recusar o tratamento e simplesmente aceitar ficar com câncer também provoca vômitos. Felizmente, tem um monte de remédio pra vômito que funciona muito bem hoje em dia.

Mecanismo do vômito.

O chamado “centro do vômito” não fica em uma área específica do sistema nervoso como se fosse um órgão, mas é distribuído entre conexões no tal tractus solitarius. Tal centro pode ser estimulado por outro mecanismo, a zona quimiorreceptora de gatilho. Essa zona detecta certas substâncias no corpo e, em sua presença, estimula o centro do vômito. O centro do vômito pode também ser estimulado pelo sistema digestivo, óbvio, quando uma substância nociva é detectada. Se você passar por uma vagotomia, o centro do vômito não poderá mais ser estimulado pelo sistema digestivo. O centro do vômito também pode ser estimulado pelo aparelho vestibular, que detecta movimento (daí a cinetose, isto é, o enjoo que você sente quando está num barco ou veículo em movimento). Ele também pode ser estimulado pelo córtex cerebral (daí o vômito causado pelo medo ou pelo nojo, a “náusea psicológica” e o vômito antecipatório).

Antieméticos.

O primeiro remédio pra vômito examinado é o antagonista do receptor 5-HT3. Quando se trata de controlar o vômito causado pela quimioterapia, este é o melhor medicamento. São exemplos de antagonistas do receptor de 5-HT3: granisetrona, tropisetrona, dolasetrona e palonosetrona. Eles têm como efeito colateral prisão de ventre e dor de cabeça. Esses medicamentos não devem ser usados em altas doses porque operam pelo bloqueio de neurotransmissores: se já estiverem bloqueados, aumentar a dose não aumenta a eficácia, porque não haveria mais o que fazer. Logo, doses altas são desperdício. Tanto faz se é uma injeção ou comprimido ou se a dose é única ou fracionada ao longo do dia. Use tropisetrona e dolasetrona com cautela se tiver problemas cardíacos. Se tiver problema de fígado, a ondasetrona tem que ser ministrada em doses não superiores a 8 mg/dia.

O segundo remédio pra vômito é o esteroide. Esteroides como antieméticos funcionam melhor em conjunto com outro antiemético. Um exemplo é a dexametasona. Têm como efeitos colaterais a hiperglicemia e a insônia.

O terceiro remédio pra vômito é o antagonista do receptor de NK1. Esse medicamento é de uso oral e é usado em conjunto com dexametasona e antagonistas do receptor de 5-HT3 pra tratar o vômito causado por terapia baseada em platina.

O quarto remédio pra vômito é o antagonista de receptor dopaminérgico. Sozinhos, eles têm baixa eficácia. São exemplos de antagonistas de receptor dopaminérgico: prometazina, haloperidol, droperidol, metoclopramida e alizaprida. Tem como efeitos colaterais reação extrapiramidal, sedação e hipotensão.

O quinto remédio pra vômito é o benzodiazepínico. Eles reduzem a ansiedade, servindo no tratamento pra vômitos de origem psicológica. Um exemplo de benzodiazepínico é o lorazepam.

O sexto remédio pra vômito é o canabioide. Estes agem melhor que os antagonistas do receptor dopaminérgico. Um exemplo de canabioide é dronabidol. Apesar de ser bom pra controlar o vômito, esse medicamento causa tontura, alucinações e disfonia. É melhor administrado por via oral.

O sétimo remédio pra vômito é o anti-histamínico. Esse medicamento é melhor utilizado pra reduzir a intensidade de efeito colateral ocasionado por terapia com antagonistas do receptor dopaminérgico. Um exemplo de anti-histamínico é a difenidramina. Não serve pra impedir o vômito causado por quimioterapia. Mas servem pra impedir o vômito causado por enjoo de movimento (cinetose). Causam secura na boca, sonolência e visão turva.

Observações sobre o tratamento antiemético.

Uma náusea pode ser classificada em três tipos, em relação à quimioterapia: aguda (quando ocorre no mesmo dia em que a quimioterapia ocorreu, sendo combatida com os antagonistas do receptor de 5-HT3, dexametasona e os antagonistas do receptor de NK1), tardia (ocorre depois do primeiro dia, sendo combatida com dexametasona e antagonistas do receptor de NK1) e antecipatória (ocorre antes da terapia, por razões psicológicas, sendo combatida com lorazepam).

Medicamentos antieméticos devem ser usados quando o sujeito passa por quimioterapia, radioterapia ou tratamento para câncer avançado. No caso da quimioterapia, a escolha do antiemético e da dose a usar depende de qual é o quimioterápico que tá sendo utilizado e como ele está sendo utilizado. Mulher vomita mais em quimioterapia. No caso de radioterapia, se usa antagonistas do receptor de 5-HT3 (granisetrona) e dexametasona para controlar o vômito, com doses tanto antes da irradiação como depois dela.

Se for tratar câncer pelo sistema único de saúde, pode ser que o medicamento antiemético tenha que ser comprado. Se apesar do tratamento, o cara ainda vomitar, pode ser que a causa não seja a quimioterapia, mas distúrbios metabólicos… ou metástase.

21 de junho de 2019

Dez anos.

Faz uma década que criei este site no Windows Live Spaces. Depois de alguns anos postando, desde quado eu tinha dezesseis, a Microsoft decidiu fechar o Spaces e migrar todos os blogs para o WordPress. Eu queria ter algo profundo pra falar ou qualquer coisa assim, mas eu não tenho mesmo. Fora que esses dias eu tenho pensado em apagar o site para migrar seu conteúdo pra outro lugar. Penso que seria trabalhoso e talvez eu perdesse o progresso feito até agora.

Eu não gosto de fazer anúncios porque depois eu volto atrás ou então me sinto super pressionado a cumprir minha palavra e nenhuma das duas coisas me agrada. Apesar disso, quero voltar a escrever coisas pessoais aqui. Talvez oferecer comentário político já que faz três anos que eu comecei a me interessar por política e a única coisa que escrevi sobre isso foi um artigo que usava O Contrato Social, de Rousseau, pra descer o cacete no governo Temer. Agora que o Glenn tá mostrando como a Operação Lava-Jato era uma farsa, na medida em que Sérgio Moro instrumentalizou o Ministério Público pra condenar Lula sem provas, duas coisas que não lícitas a um juiz, talvez fosse uma ótima hora de começar a falar do assunto.

Então, acho que não tenho muito mais o que adicionar. É meu décimo ano escrevendo coisas neste site. Eu esperava que ele fosse atrair atenção negativa de muita gente depois que comecei a estudar certos assuntos que podem culminar numa tese de doutorado em algum momento (aliás, aquele texto que eu prometi ainda está sendo feito e já chegou à marca das cem páginas). Mas eu acabei conhecendo outros, inclusive pesquisadores, que simpatizam com minhas opiniões. Não que eles leiam minhas anotações, as quais eu descobri serem difíceis de ler. Apesar disso, também já me disseram que tem gente usando essas anotações pra estudar pra provas. Imagine quando eu publicar anotações sobre minha apostila de concurso.

What I learned by reading “Abuse by definition? The taboo as excuse.”

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , — Yure @ 17:30

“Abuse by Definition? The Taboo as Excuse” was written by Frank van Ree. Here’s what I learned by reading this text.

Sexuality and eroticism.

Sexuality is not a property of a specific body part: it’s a phenomenon that has a physical, mental and social dimension. It’s something that is very dear to society, something that most of us feel, to a higher or lesser degree. Sexuality is a phenomenon that can not be ignored and is very present in our lives, even when we are asexual, as we would still have to deal with the sexuality around us.

Strangely, even if sexuality is something só present, it seems that people need mediation to discuss sex: watching a television show about sex is not embarrassing, but it’s weird to talk about sex face to face with someone. So while all media is sexualized, interpersonal relationships are almost never, as if no one wanted to talk about it, except through television, radio or the Internet. Take, for example, pornography. The porn industry makes a lot of money, so there are lots of consumers… but can you point out, for sure, who in your circle of friends consumes pornography? Although sex sells very well, people who consume sexual goods hide the fact that they consume such goods. If you ask “hey, do you watch porn?”and your friends say “no”, maybe you will think “oh, all those pageviews must be mine, then…”

While sexuality is a more physical thing, eroticism is different. Eroticism enables platonic relationships: you like the boy, but you do not want to have sex with him. While sexuality is more about sex and how we deal with it, from the physical, mental and social points of view, eroticism is more about love than sex. Both things can coexist: people have sex with those they love. But such coexistence isn’t mandatory.

Sexual taboos.

“Taboo” is any prohibition that has no rational explanation. Many taboos are sexual. It was the case of homosexuality or certain forms of sex, such as oral or anal. Each culture has its taboos: a form of sexual expression that is taboo here and now may not be in other parts of the world or in other historical periods. The most popular sexual taboo is incest: almost all cultures have restrictions on incest. Breaking a taboo causes shame, guilt and perhaps fear, if there is possibility of punishment.

The strength of a taboo depends on the spirit of the times. Again, homosexuality is an example: there used to be a time when homosexuality was considered a disease. Would not it be ironical if the psychiatrist who tried to treat homosexuality was, himself, a homosexual?

It seems that sexuality automatically brings with it feelings of guilt and shame, at least in the West. But we have to concede that taboos are learned and the child is not born with them. So, sexual shame is a “value” that is transmitted by culture, and that coexists with the unavoidable presence of sexuality, both in the person and in the world they belong in.

Relationships between adults and minors.

Relationships between adult and minor are the last frontier of traditional sexual morality, the last and greatest taboo. The attitude of facing attraction to minors as a taboo originates in United States. For the maintenance of the taboo, it’s important to treat the phenomenon in a simplistic way: it’s always abuse. Some scientists define concepts such as “abuse” before assessing the effects, which is strange, because it is by the effects that we evaluate whether something is abusive or not. However, there is no proof that minor-attracted people are all violent, just as not every heterosexual is a rapist. A number of minor-attracted people even abstain from relationships with children or adolescents because they do not want to expose loved ones to the implicit social risk in such relationships. There is a disparity of power between adult and minor, but also between man and woman. Plus, thirteen-year-old is not a three-year-old; different people have different degrees of maturity and maturing paces, só we can’t generalize children and adolescents as if they were all equally vulnerable.

Still, the media knows that news consumers prefer bad news. So for the sake of the money that comes from a loyal audience, you have to turn headlines into something sensational (sensationalism). This leaves room for exaggeration and promotes exclusion of contrary opinion. Unfortunately, it is not just the media but also scientists who foster an one-sided view of things: they are not interested in evaluating the taboo, but in validating it. Science is not always impartial.

It is difficult to challenge the taboo of relationships between adult and minor primarily because minor-attracted people are forced into silence. This was also the case for homosexuals. The only way to break the taboo is by discussing it. People should talk about it, until it becomes natural to discuss such a subject, creating ground for diverging points of view.

What I learned by reading “About ‘pedophilia’ as a concept”.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , — Yure @ 17:29

“About ‘Pedophilia’ as a Concept” was written by Frans Gieles. Here’s what I learned by reading his text.

What is pedophilia?

The fact that something is constantly in the news does not make a certain subject easier to discuss. To discuss something, it is always good to start by the defining some keywords. However, one thing that is clearly noticeable is that a person who talks about pedophilia rarely defines what pedophilia is. Defining a word requires that the meaning of the word be described and circumscribed. The same must be done with the “connotations” of the word, that is, with the ideas that the term invokes. Because the meaning of “pedophilia” is taken for granted, people who discuss pedophilia assume that the listener’s concept of pedophilia is the same concept they have.

The purpose of the text is to critically appraise the concept of pedophilia, that is, to know to what extent this word has meaning, if it still means anything. This task is made harder by other terms that are poorly-defined: the terms “child”, “adult” and “sex”. When talking about attraction to minors, it is necessary to define the age of the child or adolescent and make clear what libidinous acts we are talking about. When an adult and a child get to have sex, what is such “sex” about: carnal conjunction (penetration) or some other libidinous act? Is the sexual aspect of the relationship the most important one? What if the person is attracted to children, but there’s no sexual aspect in his trait with children whatsoever, is the person still a pedophile?

Pedophilia: the social construct.

The original meaning of the term “pedophilia” is “love for children”. Some people still use this term in this way today. As time went on and sexuality became something to be studied from a psychopathological point of view, the non-normative forms of sexuality went from being immoral to being sick. So the meaning of the word “pedophilia” changed to “love, including sexual, for children”, such love coming to have the same connotation as desire. However, this meaning does not imply an action: not all people who feel sexually attracted to children have sex with them, according to this definition. Over time, the connotation of “desire” came to encompass the ideas of “predisposition” and “passion”, so that the idea invoked by the term “pedophilia” became “predisposition (perhaps difficult to control) to have sex with children”. Even though children aren’t idiots, they are still pretty vulnerable and a relationship should be judged by its quality. So, as the concern over this issue grew, pedophilia was also seen as abuse of power by an adult over a child, attaching a negative charge over adult/child relationships, creating the modern concept of child sexual abuse.

None of this is included in the original concept. The changes in the meaning of the term are relatively recent as well. The negative judgment that we make of pedophilia is also very recent. It was not like that a few centuries ago. Labeling is a social process and, as such, has consequences. If you attach a negatively-charged label to a behavior, that behavior is discouraged.

A bad concept.

Now, the term “pedophilia” is often used as a label for a range of very different behaviors. If a lot of things can be called “pedophilia,” the label becomes inaccurate. For some people, pedophilia is an exclusively carnal thing, that must include penetration. For others, penetration doesn’t need to exist, as long as there is some lewdness implied in the acts. For a third group, there needs to be no lewdness: an adult who befriends a child must have a problem… For a fourth group, a friendship only becomes pedophillic bad if it’s “too physical” or “touchy”… It’s also worth mentioning that, depending on who is speaking, “pedophilia” can be a feeling or an act. So, for some, having those fantasies makes you a pedophile, but, for others, you are only a “real” pedophile if you act on those urges. For those who claim that pedophilia is an act of power abuse (rather than an erotic feeling), pedophilia is a crime, not a mental disorder. Still, it’s better to judge and evaluate actions than to judge and evaluate people.

Because of the dissent about the meaning of the word, prevalence rates of pedophilia are always inaccurate: it may be something that exists in everyone or that only afflicts that unlucky 1% of the population.

Consequences of labelling.

From an academical point of view, the concept of pedophilia should not include murder, prostitution or rape, as not all pedophiles (maybe even not most) engage in such practices. If you include all of that (murder, prostitution, rape and só on) in the concept of pedophilia, but also kisses, hugs, games, favors, even when not sexual, as long as there’s some age disparity between participants, the word loses meaning: everything becomes pedophilia. Even psychiatrists began treating pedophilia as a moral judgment, virtually applicable to any adult who is very close to a child, even if the relationship between the two is not sexual.

If all intimacy between child and adult is considered pedophilia, an accurate discussion of the phenomenon becomes impossible: there would be too much to consider, because the concept would be too broad. With the growing concern over this problem, an accurate label needs to be used. If it does not happen and each person has a different concept of pedophilia, then we might start suspecting of harmless acts that used to be acceptable in the previous generation: if an old man sits a little girl on his lap, people no longer think that he is the grandfather of the girl or that such gesture would be a display of chaste affection.

If pedophilia is bad and all intergenerational behaviors are pedophilia, then, the reasoning concludes, all intergenerational behavior is bad. This implies that “pedophile” is no longer a scientific category, but a form of cursing, a bad name, that is given to someone who does something that I disapprove of. Because “pedophilia” has become a word that encompasses too many things, it has become a void concept. In fact, pedophilia as a concept is as broad as it is vague. It became a derogatory term, something you say to bad-mouth someone, a personal attack.

The making of a social stigma.

It’s not only a personal attack, but a pretty powerful one: the word “pedophilia” disrupts reasoning. This enables the “P-word” to be used as a distraction, so that both government and people are diverted from the topics that really matter (unemployment, injustice, poverty, poor education, lack of sanitation, public insecurity, poor health, among other problems that also affect children). For some people, several social maladies can be traced to the pedophilia problem. That gives people the false sense that everything is the pedophile’s fault, that killing pedophiles will solve all problems in society (not very different from what is done today in Brazil, with the term “communist”, which also became a cursing). Putting all the blame on a single segment of society is comfortable and spares the subject from evaluating his own actions, exonerating him from his share of guilt for the malfunctioning of society.

An accurate concept of pedophilia should describe the feeling, impartially, without implying an action. If this can not be done, one must abandon the term and invent a new one (such as “attraction to minors”). Assuming that the term “pedophilia” must be abandoned, it should be replaced by something more clear, close to the common language, to eliminate the possibility of misunderstanding and wrong labelling.

13 de junho de 2019

O que aprendi lendo “Advérbio”.

Filed under: Passatempos — Tags:, , — Yure @ 14:08

“Advérbio” foi escrito por Virtuous Tecnologia da Educação. Abaixo, o que aprendi lendo esse texto.

Conceito e aplicação.

Advérbios carregam ideias que modificam o sentido da palavra ou da frase ao qual se aplicam, adicionando conceitos como negação, tempo ou modo. Por exemplo: advérbio é a palavra que modifica o sentido de um verbo (em “ele veio rápido”, a palavra “rápido” é advérbio). Outro exemplo: também é um advérbio a palavra que modifica um adjetivo (em “esse suco é muito amargo”, a palavra “muito” é advérbio).

What I learned by reading “302.2: pedophilia.”

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , — Yure @ 14:07

“302.2: Pedophilia” was written by the American Psychology Association. Here is what I learned by reading this text.

What is pedophilia?

Pedophilia is the attraction to prepubescent subjects, that is, a desire to have intimate relationships (sexual, in this case) with children who have not yet reached puberty. In the past (back when the DSM-IV-TR was hot stuff), in order to qualify as a pedophile, it was necessary that the subject was at least sixteen years old and that the desired child was a prepubescent and at least five years younger than the pedophile. So if you’re sixteen and you’re attracted to someone eleven or younger, you might be a pedophile. Most pedophiles realize their attraction in adolescence, but some realize it as adults.

What is the diagnotic criteria?

The diagnostic criteria for pedophilia in DSM-IV-TR are:

  1. Presence of recurrent (for six months) sexual desire, centered on the idea of engaging in libidinous acts with children. But see the next section to understand what “children” means.
  2. Actually do something sexual with a child (presumably including “proxies”, such as child porn, as the text isn’t very clear on what “acting” means) or feel something bad (like guilt, shame or fear) as a result of such desires.
  3. Age of, at least, sixteen years old, while the desire centers on children (not teenagers) at least five years younger than the subject.

According to the DSM-IV-TR, matching that criteria means that you are a pedophile.

How old the desired child needs to be, in order to qualify as pedophile?

However, such a diagnosis would also depend on the maturity of the desired child: if the subject is eleven but has already started puberty, they are not prepubescent, só it’s not pedophilia, but hebephilia instead. There are many children who look like teenagers and teenagers who look like adults, só there is the possibility of someone mistaking a person for someone older (or younger). What attracts the pedophile, in a sexual sense, is the lack of puberty.

Are pedophiles only attracted to girls?

It seems that people who feel attracted to girls prefer younger children, whereas people who feel attracted to boys prefer older children. Thus, the pedophile is not attracted to all children indiscriminately: there are different preferences for age and gender. There are pedophiles who are also attracted to adults, while others are only attracted to children.

Is pedophilia always violent?

Not all pedophiles are violent. Even those who manage to have sex with children may prefer not to use force. Also, a number of pedophiles do not penetrate the child, preferring superficial activities (undressing, touching, fondling, among others). There are also pedophiles who are pretty much fine with living celibate in regards to children. That means that not all pedophiles have sex with children.

Unless the pedophile is also sadistic, he will not want to make the child suffer. That means that a child who is sexually involved with an adult and keeps secret about it may very well be keeping such secret willingly, without being threatened, which doesn’t mean that all children involved with pedophiles are “safe and sound”, as many report being threatened or bribed into keeping secret.

Are pedophiles mentally disordered?

In the past (again, back in times of DSM-IV-TR), you would only be considered pedophile if you acted on your urges. Nowadays, that’s called “pedophilic disorder”, meaning that a law-abiding pedophile who is fine with his feelings can not be considered sick. A large number of pedophiles do not suffer from their feelings: they accept them, are fine with them and can live a life without breaking the law.

When it comes to the propensity to seek child partners, the desire fluctuates with the degree of psychosocial stress: if the pedophile is satisfied with his life, has a good job, family and friends, he may think that having sex with a child puts a lot of things at risk… Now, we can only wonder what does a registered sex offender has to lose anymore, when the registry deprives him of so much.

11 de junho de 2019

O que aprendi lendo “Adjetivo”.

Filed under: Passatempos — Tags:, , — Yure @ 18:29

“Adjetivo” foi escrito por Virtuous Tecnologia da Educação. Abaixo, o que aprendi lendo esse texto.

Conceito e aplicação.

Um adjetivo qualifica um substantivo: em “cara grande”, o “grande” é o adjetivo, porque descreve o cara. Por causa disso, é fácil confundir adjetivos (“grande”, por exemplo) com substantivos (“grandeza”, por exemplo). Lembre que um adjetivo é uma característica, não é uma palavra que subsiste por si, a menos que ela esteja sendo empregada como substantivo.

Para identificar facilmente adjetivo, verifique se o termo pode ser colocado seguramente ao lado de um substantivo sem que a frase perca o sentido ou sua lógica. Se puder, trata-se de um adjetivo, desde que guarde relação com o substantivo que avizinha.

Classificações.

Existem adjetivos restritivos (que expressam qualidades contingentes,) e explicativos (que expressam qualidades inerentes). Além dessa classificação, adjetivos também podem ser simples (têm um só radical), compostos (mais de um radical), primitivos (que podem ser usados como base para criar outros adjetivos) ou derivados (que são baseados em outro adjetivo).

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