Analecto

10 de outubro de 2017

Controle (“control”).

English version after the Portuguese version.

Então, hoje eu li este conto abaixo.

Era uma vez um brother

Meu comentário.

Não vou dizer que o amor só pode se dar entre iguais porque ninguém é igual ao outro: um fisiculturista pode ficar com uma modelo e ainda assim tudo dar certo. Mas essa moça da sua história provavelmente leu o Diário de um Sedutor, do Søren Kierkegaard. A técnica é parecida, os jogos mentais e tudo o mais. Até as esperas estratégicas. O ciúme e o desejo de controle são características incompatíveis com o amor. Quem ama não quer machucar. Daonde que uma mulher dessa ama alguém? Não ama. É mais fácil dizer que odeia. Um número de pessoas procura razões pra odiar, porque odiar os faz se sentir bem, e veem no romance um campo fértil para o ódio, pois o ciúme é corriqueiro no romance.
Masturbação é natural e desejável. Mas é também um impulso por vezes forte e difícil de resistir. É também uma atividade muito prazerosa. Assim, impedir uma pessoa de se masturbar quando a vontade surge é uma vitória e tanto pra uma pessoa controladora. Ela quer ser a única fonte de prazer do cara, uma fonte que pode fechar ao capricho, porque negar assegura a ela que ela tem controle. Ela o controlará pelo cansaço, pela raiva e por outros artifícios e depois se aproveitará de sua boa vontade pra exercer chantagem emocional.
Eu gosto muito de dizer isso: não mude por amor. Se por você tem que mudar por amor, está dando uma prova patente de que a pessoa não gosta de você do jeito que você é, mas do jeito que essa pessoa quer. O que ela quer com isso, te fazendo mudar por ela? Isso já não basta pra fazer você ver que ela já se sente mais importante? Isso não é uma tendência perigosa?
As mulheres hoje estão empoderadas. Mas não deveriam usar esse poder para inverter o pólo de opressão entre homens e mulheres. Igualdade de direitos não deveria ser uma brecha para vingança e vê-la dessa forma já mostra que você é tão ruim como os que antes lhe oprimiram. Por causa de mulheres como essa do texto, há movimentos como o Men Going Their Own Way e o Marriage Strike, homens que recusam compromisso, porque o compromisso, ao ver deles, dá ocasião a casos como o descrito acima, não obstante qual é o polo de opressão, se masculino ou feminino. A mulher ganhou mais proteções, isso é bom, mas a aplicação é desproporcional: se ela partisse pra violência e eu a denunciasse, o delegado riria da minha cara. Mas alguns aceitam a denúncia da moça com provas insuficientes. Não é a lei que está errada, ao menos nesse caso, mas sua aplicação. Isso torna fácil a uma mulher abusiva usar a lei como dispositivo de controle.
Eu me abstenho totalmente de relacionamentos com qualquer pessoa. Prefiro ter muitos amigos do que um parceiro romântico. Isso não é uma decisão que muitos podem fazer e eu só a tomei porque eu quis assim e pude me comprometer a isso. Mas o ideal é não tomar decisões com base na paixão. Toda a emoção deve ser moderada pelo bom senso e esse cara é um babaca.

English version starts here.

So, I read the following tale today.

Era uma vez um brother

My comment.

I won’t say that love can only exist between equals, because no one is just like the other: a bodybuilder can date a model and everything still go alright. But that girl from the tale probably read Diário de um Sedutor, by Søren Kierkegaard. The technique is alike, the mind games and all that. Even the strategic suspense. Jealousy and desire for control are traits that are incompatible with love. When you love, you don’t want to hurt. Since when a woman like that can love? She does not love. It’s easier to say that she hates him. A number of people look for reasons to hate, because hating makes them feel good, and they see a fertile field for hate in romance, because jealousy is common in romance.
Masturbation is natural and desired. But it’s also an impulse that is sometimes hard to resist. It’s also a very pleasurable activity. So, to keep someone from masturbating when the urge arises is a victory for a manipulative person. She wants to be his only source of pleasure, a source that can close at whim, because denying assures her that she is in power. She will also control him by making him tired, making him angry and several other tricks and then will exploit his good will to exercise emotional blackmail.
I love to say this: never change for love. If you have to change for love, you are giving a clear proof that the person doesn’t want you the way you are, but way they want you to be. What does she want by making you change for her? Isn’t that enough to make you see that she already feels more important than you? Isn’t that a dangerous character trait?
Women are empowered nowadays. But they shouldn’t use that power to invert the oppression pole. Equal rights shouldn’t be seen as an excuse for revenge and doing so only shows that you are as evil as those who once oppressed you. Because of women like that one in the tale, movements like Men Going Their Own Way and Marriage Strike exist, men who refuse commitment, because commitment, in their view, makes occasion for that kind of exploitation, no matter which side, if male of female, exercises said exploitation. Women got more protection, that’s good, but the application is not proportional: if she decided to be violent and I reported her, the judge would laugh at my face. But some accept violence reports from women without enough proof. Isn’t that the law is wrong, at least in that case, but it’s application is. That makes it easy for an abusive woman to use the law as control device.
I completely abstain from relationships with any person. I prefer to have lots of friends, rather than a lover. That’s not a decision that many can make and I only made it because I wanted to and felt that I could commit to it. But the ideal should be to not take decisions based on passion. Every emotion should be moderated by common sense and that dude in the tale is a dummy.

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