Analecto

16 de janeiro de 2015

Alcibíades I.

Filed under: Livros, Passatempos — Tags:, , , , — Yure @ 18:13

First Alcibiades – Wikipedia, the free encyclopedia.

I.

  • Alcibíades afastou todos os seus amigos com sua arrogância. Mas Sócrates perseverou com ele.

II.

  • O desejo de poder é o que atrai Sócrates em Alcibíades.

IV.

  • O técnico está em melhores condições de aconselhar os outros onde sua técnica é requerida do que qualquer outro.

V.

  • É vergonhoso para o técnico não saber o nome de sua técnica.
  • O critério para entrar em guerra com alguém é a justiça.

VI.

  • As pessoas, crentes de que conhecem a justiça, não procuram mais conhecê-la, especialmente quando, na verdade, ignoram o que é justiça.
  • Logicamente, não é possível conhecer o que se ignora. Quando ignoramos algo, não procuramos sabê-lo, mas, se julgamos saber, não mais procuramos, por “já sabermos”. De onde, então, vem o conhecimento?

VII.

  • Algo pode ser dado como “conhecido” quando não há opinião divergente sobre ele.

VIII.

  • É sobre justiça que as opiniões mais divergem.

IX.

  • Não é possível ensinar o que não conhecemos.

X.

  • “Justo e vantajoso não necessariamente coincidem” é a tese de Alcibíades.

XI.

  • Identidade entre bom e belo na prática, também entre mau e feio. Ações belas são boas e vice-versa. Tal como ações ruins são feias.

XII.

  • Se bom e belo coincidem e se justiça é um bem, tal como o bem é vantajoso, então justiça e vantagem coincidem também. Bondade, beleza, utilidade e justiça coincidem.
  • Contradições dentro de um discurso revelam falta de conhecimento sobre o assunto em debate.

XIII.

  • Se nós ignoramos algo e sabemos que ignoramos, não duvidamos. Só erramos naquilo que achamos que conhecemos. Quando sabemos de algo com toda certeza, também não duvidamos.
  • O pior tipo de ignorância é a do ignorante que acha que sabe alguma coisa.
  • A maioria dos políticos acha que sabe o que é justiça, mas, na verdade, não sabem. Por isso cometem erros tão graves, pois o efeito da ignorância é mais devastador conforme a importância do assunto.
  • “A prova de que alguém sabe de algo é a capacidade de ensinar” não se origina em Aristóteles.

XVIII.

  • Sócrates pegou pesado com o coitado do Alcibíades…

XXIII.

  • Alguns ficam tanto tempo na ignorância que se espantam quando ela lhes é apontada, porque estavam acostumados com ela a ponto de não notarem.
  • A hora de ser corrigido é quando ainda se é jovem.
  • Cuidar bem de algo é deixá-la em condição melhor ou mantê-la em condição boa.
  • A arte de cuidar de si mesmo não é a mesma arte de cuidar dos próprios pertences.

XXIV.

  • Para cuidar de algo e deixá-lo melhor é necessário conhecê-lo. Assim, não é possível cuidar de uma pessoa sem saber o que é essa pessoa. Não é possível cuidar de nós mesmos sem saber o que somos.
  • A pessoa não é seu corpo.

XXV.

  • O corpo obedece à alma, que é a pessoa por excelência.

XXVI.

  • Podemos chamar de sábio quem se conhece.
  • Quem cuida do corpo não cuida de si mesmo, pelo menos, não diretamente, mas cuida daquilo que lhe pertence, pois o corpo pertence à alma. Quem se preocupa com o destino (fortuna) também não cuida de si mesmo e, pior, nem daquilo que lhe pertence.
  • Quem “ama” alguém por sua aparência, não ama a pessoa, mas seu corpo, que é um pertence. Amor por uma pessoa é amor pela alma em seu corpo. Portanto, a luxúria pelo corpo é uma forma de “interesse”, como gostar de alguém por sua condição monetária.
  • O que atrai Sócrates a Alcibíades é o desejo deste de se aperfeiçoar constantemente. É uma beleza da alma, que não se vai com a idade.

XXVIII.

  • O conhecimento de si mesmo, isto é, da alma, vem por se reconhecer no outro. Se os olhos, por exemplo, quisessem conhecer a si próprios, teriam de se ver num espelho. Ora, o espelho da alma, onde ela pode se reconhecer, é a alma alheia. Observar as virtudes e vícios dos outros lhe ajuda a conhecer os seus próprios.

XXIX.

  • Sem esse conhecimento, não é possível cuidar de nós mesmos.
  • O político deveria ter esse conhecimento e trabalhar ativamente no refinamento de si próprio em primeiro lugar, não de seus pertences. O político que desconhece como cuidar de si mesmo, não sabe o que é bom para os outros. É um mau político.

XXX.

  • Não é ficando rico que se fica feliz, mas ficando sábio.
  • Um povo feliz é um povo virtuoso, não um povo rico. Isso se evidencia hoje também, com pesquisas demográficas mostrando que países ricos tendem a ter uma população maior de gente que se considera infeliz. O que não quer dizer descuidar do exército, da saúde ou de outras coisas, mas que a virtude deve vir em primeiro lugar.
  • Não pode ensinar virtude quem não a tem.
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4 Comentários »

  1. […] ao conceber sua sociedade perfeita, precisou conhecer a natureza humana a fim de ter vantagem nela. Ele não quis levar os seres humanos a um comportamento menos […]

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  3. […] governante deve levar em consideração o ser humano como gênero. Não deve pensar que todos são iguais a ele em todos os aspectos, mas que todos são seres […]

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  4. […] da Alma, Pensamentos para Mim Mesmo, Carta a Meneceu e a Ética a Nicômaco. Ano passado, li Alcibíades I, Apologia de Sócrates, República, Elogio de Helena, Fédon, Fedro, Mênon, Metafísica, dois […]

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