Analecto

12 de janeiro de 2015

Apologia de Sócrates.

Filed under: Livros, Passatempos — Tags:, , , — Yure @ 22:23

Apología de Sócrates – Wikipedia, la enciclopedia libre.

Parte 1: Sócrates apresenta sua defesa.

  • Sócrates foi acusado de ateísmo e corrupção da juventude, mas também de enganar pelo discurso. Essa era justamente a acusação que ele fazia aos retóricos, os quais agora a proferiam contra ele.
  • Sócrates costumava “tornar mais forte a razão mais fraca”, isto é, mostrar a verdade nos pensamentos incomuns. Por exemplo, Trasímaco dizia que justa é a vontade do mais forte, o que era plenamente aceito. Mas Sócrates mostrava, pela lógica, que justiça não coincide com força, o que era incomum. como pensar de forma diferente geralmente é rejeitável, supôs-se que Sócrates estava ensinando mentiras.
  • Os comediantes, como Aristófanes, espalharam mentiras.
  • Se Sócrates agisse como todo o mundo, não teria sido acusado.
  • O oráculo de Delfos foi categórico: ninguém era mais sábio que Sócrates.
  • Sócrates é o mais sábio porque reconhece sua própria ignorância. Ele não se pronuncia sobre aquilo que não sabe e não finge saber dessas coisas, como aqueles que falam do que não entendem ou, para não perder a imagem, mentem.
  • Os poetas falam por inspiração, não por sabedoria.
  • Os técnicos sabem muito de uma coisa só, não deveriam se julgar sabedores das áreas que não conhecem só porque dominam bem seu ofício.
  • As calúnias contra Sócrates se originam de seus jovens alunos, que o imitavam. Daí, quando interpelados sobre o que Sócrates ensinava a crianças, os discípulos não respondiam de forma satisfatória; Sócrates não ensinava nada! Então se supôs que Sócrates era como os outros filósofos: pregador do ateísmo, uma das acusações feitas contra ele.
  • A verdadeira razão da condenação de Sócrates parecia ser que ele simplesmente dizia a verdade! Sua vida era devotada a desmascarar pessoas que se achavam sábias, mas que eram, na verdade, ignorantes. E ele fazia isso com todo o tipo de pessoa, desde políticos a técnicos e poetas.
  • Meleto acusava Sócrates de não saber o que era bom pra juventude, mas Meleto é que não sabia.
  • Se Sócrates corrompeu alguém sem querer, deveria ser instruído, não punido pela lei.
  • Meleto se contradiz ao dizer que Sócrates é ateu e acredita em deuses desconhecidos. Além disso, ele acusa Sócrates de pregar que Sol e Lua são terra e pedra, um pensamento de Anaxágoras, não de Sócrates.
  • Meleto acusava Sócrates de ensinar coisas demoníacas, mas isso implica que Sócrates acreditava em demônios.
  • A acusação de Meleto apenas revela seu ódio por Sócrates, que era inconveniente, mas não criminoso.
  • Agir justamente leva prioridade sobre sobrevivência.
  • Ninguém sabe o que acontece depois da morte, mas todos fogem dela como se tivessem certeza de que é o pior dos males.
  • Se você ensina o bem, não corrompe. Ninguém viu Sócrates ensinar outra coisa que não o bem.
  • Sofrer injustiça é melhor que causá-la.
  • Sócrates se recusou a pedir misericórdia.

Parte 2: Sócrates é condenado e sugere sua sentença.

  • Sócrates foi condenado democraticamente: duzentos e oitenta juízes a favor, duzentos e vinte contra.
  • Sócrates achou melhor morrer do que viver sem instruir os outros.

Parte 3: Sócrates se despede do tribunal.

  • A condenação de um sábio já velho à morte traria censura sobre Atenas.
  • Sócrates permaneceu com atitude digna na iminência da morte.
  • O demônio de Sócrates calou-se durante o julgamento. Por quê?
  • A morte ou é sono eterno ou é mudança da alma de um local para outro. Em ambos os casos, não é ruim.
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4 Comentários »

  1. […] Deus é o medo da morte. Eu comecei assim também, até que eu perder o medo por causa de Epicuro e Sócrates. Na verdade, acho que o temente a Deus só pode se dedicar a ele da forma como deveria depois de […]

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    Pingback por As confissões. | Pedra, Papel e Tesoura. — 16 de julho de 2015 @ 19:36

  2. […] Pensamentos para Mim Mesmo, Carta a Meneceu e a Ética a Nicômaco. Ano passado, li Alcibíades I, Apologia de Sócrates, República, Elogio de Helena, Fédon, Fedro, Mênon, Metafísica, dois livros sobre […]

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    Pingback por Carta trocada com um amigo. | Pedra, Papel e Tesoura. — 22 de junho de 2015 @ 09:54

  3. […] Ou a morte é ausência de sensação ou mudança. […]

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    Pingback por Pensamentos para mim mesmo. | Pedra, Papel e Tesoura. — 15 de junho de 2015 @ 17:37

  4. […] residem nas sensações. A morte, então, não é um estado tão ruim, pois ela seria como que um sono eterno. Enquanto dorme, a pessoa não sente o mal. Então, a morte não é temível, embora não seja […]

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    Pingback por Carta a Meneceu. | Pedra, Papel e Tesoura. — 25 de maio de 2015 @ 01:50


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